O maior vilão do seu negócio
O maior vilão das empresas, das marcas e das lideranças não é o erro. Errar faz parte do jogo. Errar ensina, provoca, ajusta a rota. O inimigo número um dos negócios é o OK.
O OK é silencioso. O OK não gera conversa, não provoca reflexão, feedback e não gera compartilhamento. O OK simplesmente passa, some e não deixa rastro. O OK é esquecido na primeira esquina do feed, da memória e do mercado.
“O OK mantém a empresa viva. O UAU a torna inesquecível.”
— Marcelo Braga
Na minha visão, uma das causas está na busca por um “modelo pasteurizado de Instagram e das IAs”, quase que místico, que promete, em fórmulas prontas, cases enfeitados e posts de sucesso instantâneo, mas sem identidade e autenticidade. Muitas vezes, modelos, discursos e narrativas frutos de Ctrl C, Ctrl V. E, nessa corrida, muita gente esquece de olhar para dentro para encontrar o seu propósito, a sua razão de existir.
Agora, e se a gente tirasse esse peso padronizado das mídias sociais? E se, no lugar de tentar se parecer com uma grande marca, a gente buscasse ser uma marca mais interessante? E se, no lugar de querer copiar grandes grifes que ditam moda, a gente construísse nossa marca mais presente? Presente no agora. No detalhe. Na escuta. No olho no olho. Presentes na real compreensão das dores dos clientes, dos colaboradores e dos parceiros. Presentes no momento presente.
Porque a verdade é simples. Empresas são feitas de pessoas. Marcas são feitas de pessoas. Lideranças são pessoas lidando com pessoas.
Quando uma empresa passa a buscar o que a torna única, ela começa a enxergar beleza na humanidade, onde antes só havia rotina. E é exatamente aí que o OK começa a virar UAU.
Não me entenda mal. O OK é necessário. Afinal, o UAU só existe porque existe o OK. Um dá contraste ao outro. O problema começa quando empresas e líderes se acomodam na caixinha do OK das metas como se ela fosse destino e padrão.
Pensa comigo. Quantas marcas OK você conhece? Aquelas que não são ruins, mas também não são lembradas. Quantas lideranças OK você já teve? Aquelas que cumpriam o script, mas nunca te marcaram e você sequer lembra o nome.
Veja, o OK não machuca, mas também não transforma, e o que não transforma é esquecível.
“Ser apenas bom é a forma mais sofisticada de ser irrelevante.”
— Marcelo Braga
Faça uma análise honesta. Sua empresa está cumprindo tabela ou criando experiências? Sua marca está apenas entregando produto ou construindo significado? Sua liderança está cobrando tarefa ou desenvolvendo pessoas?
Vocês estão entregando somente o que foi acordado, ou também aquilo que não estava no contrato? Porque o UAU mora exatamente aí, na entrega acima do combinado, no detalhe invisível, na intenção genuína de fazer melhor.
Hoje, quando estiver com sua equipe, com seu cliente ou com seu parceiro, pense nisso: desligue o piloto automático e esteja por inteiro.
Uma empresa menos OK cria marcas. Uma liderança menos OK cria uma legião de fãs. E quando você transforma para melhor o dia de alguém, pode ter certeza. O seu dia também fica mais interessante. E, inevitavelmente, mais UAU.
Talvez o próximo grande movimento da sua marca não seja fazer mais.
Talvez seja sentir mais.
Perceber mais.
Escolher, todos os dias ser mais UAU, não ser apenas OK.
PODCAST

2. Quais os perigos de seguir modelos prontos das redes sociais e IAs?
3. Como a presença e a humanidade podem diferenciar uma marca no mercado?